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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Marina Silva diz que crítica de Lula à imprensa é 'contraditória':




A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, classificou nesta quarta-feira (22) como "contraditória" a crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à imprensa.

“Acho que o presidente fez uma crítica à imprensa que é, inclusive, contraditória com toda a sua trajetória e com a nossa trajetória dentro do PT, na época em que eu fazia parte [do partido]. Ele sempre defendeu, e eu vi, ele defendendo a liberdade de imprensa”, disse.

No último sábado (17), Lula afirmou durante comício em Campinas (SP) com a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que que nestas eleições o PT irá derrotar não só o PSDB, mas também alguns donos de jornais que, segundo ele, se comportam como partidos políticos. Nesta terça (21), ele afirmou no Tocantins que "liberdade de imprensa não significa que você pode inventar coisa o dia inteiro". A Associação Nacional de Jornais classificou como "lamentável" a opinião do presidente.

A candidata do PV se disse defensora da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa. “A imprensa deve fazer uma cobertura isenta, equitativa e deve se ater a fatos”, defendeu Marina.
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Fonte:
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/marina-silva-diz-que-critica-de-lula-imprensa-e-contraditoria.html
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Censura


A censura é tão antiga quanto a sociedade humana. Mas para algumas pessoas ela representa a violação do direito de livre expressão; para outras representa um instrumento necessário à defesa dos princípios morais.

A censura existe, de alguma forma, em todas as comunidades humanas, presentes ou passadas e em qualquer parte do mundo.

De forma política, moral ou religiosa, a censura baseia-se em certos princípios reunidos em uma ideologia pré definida que orienta sua atividade fiscalizadora e/ou repressora. No entanto, em alguns casos, ela tem servido para encobrir interesses particulares de pessoas ou de grupos.

Exerce-se a censura por meio do exame e da classificação do que se considera imoral, crime, pecado, heresia, subversão ou qualquer outro ato suscetível de supressão e/ou punição exemplar.

Do ponto de vista da forma pela qual é exercida, a censura pode ser preventiva, repressiva e indireta. Censura prévia ou preventiva é o direito que tem o governo de exercer vigilância sobre a publicação de livros ou periódicos, assim como da encenação de peças teatrais, fora da intervenção dos tribunais. Em muitos países, no entanto, a censura ao texto impresso é feita após a publicação, de acordo com o princípio segundo o qual o cidadão deve assumir a responsabilidade de seus atos. Nesses casos, a censura chama-se punitiva ou repressiva.

Estudos sociológicos mostram que o maior rigor da censura, do ponto de vista da moral sexual, coincide com a ascensão política da classe média, possivelmente porque essa supremacia só se mantém pelo trabalho e dos hábitos morigerados, virtudes que seriam abaladas pelo maior relaxamento sexual. Já a aristocracia, quando está no poder, não dá a mesma importância a esse aspecto.

A Grécia antiga foi a primeira sociedade a elaborar uma justificativa ética para a censura, com base no princípio de que o governo da pólis (cidade-estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos, e que portanto podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo. Mesmo na sociedade ateniense, mais liberal, alguns delitos de opinião podiam ser punidos com a morte, como prova a execução de Sócrates, obrigado a beber cicuta ao ser condenado por irreligiosidade e corrupção dos jovens. O respeito a alguns princípios de ordem parecia tão arraigado na sociedade de Atenas, que até mesmo Platão, discípulo de Sócrates, defendia a censura como um dos requisitos essenciais ao governo.

Durante todo o período medieval as autoridades eclesiásticas impuseram uma rígida concepção do mundo, com base em princípios que se queriam eternos e imutáveis. Os tribunais do Santo Ofício exerciam uma censura de caráter moral, político e religioso, sendo os réus submetidos a torturas, a longos períodos de prisão ou à morte na fogueira.

Depois da Reforma Cristã Protestante, o clima geral de intransigência religiosa, tanto nos países católicos quanto nos protestantes, deu ensejo ao recrudescimento das práticas repressoras. A Igreja Católica publicou, durante o Concílio de Trento, o Index librorum prohibitorum, relação de obras cuja leitura era terminantemente proibida aos fiéis. Nos países protestantes, as proibições não se limitavam aos livros católicos, mas também aos de outras igrejas reformadas. Na Grã-Bretanha, por exemplo, o anglicanismo oficial reprimiu severamente a defesa pública do puritanismo.

No mundo moderno alguns fatores impuseram várias modificações no conceito de censura. Tal processo foi fruto de um longo trabalho de educação que permitiu um espírito crítico mais aguçado; a disseminação de obras, desde as artísticas às de informação, como as enciclopédias, diminuíram o grau de desinformação e minimizaram superstições e preconceitos.

Mesmo assim, o século XX assistiu ao nascimento e derrota de regimes tragicamente autoritários, em que a censura teve uma atuação patológica pelo rigor com que foi exercida e pela virulência de seus princípios. Assim ocorreu na Europa, com o governo nazista na Alemanha, fascista na Itália, franquista na Espanha e salazarista em Portugal.

Em nome do socialismo, a União Soviética e todos os países do bloco socialista, assim como Cuba, China e demais países socialistas da Ásia, adotaram uma censura tão rigorosa e obscurantista quanto a do fascismo e nazismo. O movimento da contracultura e pelos direitos civis, nascido nos Estados Unidos e disseminado em todo o mundo, trouxe uma mudança radical de padrões e valores, que muito contribuiu para o desprestígio da censura e o fortalecimento da democracia.

No Brasil, a não ser por breves períodos, a censura acompanhou de perto nossa história desde o período colonial. A Igreja Católica chegou a instituir as visitações do Santo Ofício em Pernambuco e Bahia, com as famosas confissões obrigatórias, em que se valorizavam sobretudo os pecados de natureza sexual e religiosa.

Na república, a repressão agravou-se no governo Vargas, em que a censura prévia determinava até mesmo o noticiário. Com a queda da ditadura e a derrota do nazifascismo, a censura retraiu-se, chegando ao mínimo no governo de Juscelino Kubitschek, fase mais liberal de toda a história brasileira até aquela data. Mas o governo militar instituído em 1964 trouxe de volta os exageros da censura, que chegou a proibir a exibição do balé Bolshoi e a venda das gravuras eróticas de Picasso. A constituição de 1988 aboliu totalmente a censura.


Resumo Extraído de Enciclopédias
Projeto Renasce Brasil
http://www.renascebrasil.com.br/f_censura2.htm

5 comentários:

Guará Matos disse...

Tudo no Lula é contraditório!

Bjs.

Anne Lieri disse...

Soninha,vivemos no país da contradição!É mesmo lamentável essa atitude de um presidente num país democrático!Bjs,

Wanderley Elian Lima disse...

Completamente descabida a critica do presidente Lula. Censura Nunca mais.
Bjux

lucidreira disse...

Não sou a favor da volta a ditadura, a liberdade de expressão deve ser ampla, mas, existem mídias que realmente faz-se como partidos políticos, defendendo candidaturas dos seus asseclas.
Abraço

Guará Matos disse...

Bom dia, vim lhe deixar um convite:

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